Entidades querem ampliar nº de empresas que vendem para órgãos públicos

Num período de economia turbulenta, as compras governamentais podem ser uma alternativa para as empresas. Por conta de legislação, os órgãos públicos apresentam regularidade no pagamento, o que torna mais confiável o planejamento financeiro de uma organização.

Porém, grande parte das empresas, principalmente as de pequeno porte, não está preparada para participar de uma licitação pública. A avaliação do Sebrae é que somente quatro em cada R$ 100 de faturamento dos pequenos  negócios  no Brasil venham das compras realizadas por órgãos públicos.

A reversão desse cenário passa por incentivo à participação dos negócios locais nas licitações, objetivo de um curso realizado em Limeira nos dias 22 e 23 de agosto. A iniciativa reuniu representantes de 25 empresas de vários setores na sede da Associação Profissional das Empresas Contábeis de Limeira (Apecl).

A iniciativa incluiu a Prefeitura, Associação Comercial e Industrial de Limeira (ACIL), Observatório Social do Brasil-Limeira e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp-Limeira). O apoio foi do Sescon-SP e Conselho Regional de Contabilidade (CRC) paulista.

“Os escritórios recebem esse tipo de consulta de seus clientes, daí buscarmos também incentivar a participação de nossos associados”, disse o presidente da APECL, Odair Antônio Bonfiglio. As micro e pequenas empresas representam 25% do PIB e geram 70% dos empregos no Brasil.

A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, em vigor há 12 anos, contribuiu com os pequenos negócios, aumentando de 14% para 28% a participação como fornecedores governamentais. Porém, há espaço para avançar, disse o consultor do Sebrae-SP para políticas públicas, Carlos Eduardo Mercadante Ribeiro de Lima, que ministrou o curso.

“As compras governamentais apresentam características específicas. O fornecedor precisa estar atento a esse cenário”, afirmou Mercadante.

Vanessa Buzolin, gerente da Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Inovação, destacou que a prefeitura vem buscando ampliar essa capacitação como forma de incentivar a economia local. Além disso, uma compra realizada em outra localidade traz especificações, como a questão do frete, que impactam no custo final.

Representantes da área de compras da prefeitura também participaram, apresentando exemplos de produtos e serviços requisitados. O Observatório foi representado por Daniela Bianchi.

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